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Pouso Alegre encerrou 2018 entre cidades que mais registraram mortes por síndrome ligada ao Influenza

05/01/2019

Sul de Minas só ficou atrás da região central em números de casos de Influenza em 2019 (Foto: Marcus Ferreira/Agência Minas)

 

O número de mortes provocadas pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), complicação mais perigosa associada ao vírus Influenza, quase dobrou ao longo de 2018 em Minas Gerais.

 

Balanço epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) esta semana revela que 98 pessoas morreram devido à síndrome associada aos vírus Influenza A e B. O montante representa um aumento de 96% em relação a 2017, quando foram registrados 50 óbitos.

 

Ao lado de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, Pouso Alegre foi a cidade com maior número de mortes atribuídas à síndrome gerada pelo vírus, com 8 óbitos no total. 

 

De acordo com o boletim da SES, a média de idade das pessoas que contraíram a SRAG por Influenza foi de 53 anos. No total, 119 município do estado registraram a ocorrência do quadro em pacientes residentes.

 

Já a média de idade entre as pessoas que foram a óbito por conta do vírus ficou em 57 anos. A taxa de mortalidade da doença ficou em 0,47 pessoas para cada 100 mil habitantes. 

 

>> Confira a íntegra do boletim epidemiológico

 

Balanço

Ao longo de 2018 foram registrados 3.054 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) notificados. Destes, 1.664 pacientes tiveram amostras coletadas e processadas. Os resultados foram de 348 pessoas infectadas por Influenza e outras 187 por outros vírus respiratórios. Ao todo, 418 mortes foram registradas, sendo 98 relacionados ao vírus Influenza, outros 23 são de pessoas que tiveram contato com os vírus Parainfluenza, VSR, Metapneumovírus e Adenovírus.

 

Os casos relacionados com o Influenza chamam a atenção. Houve um aumento significativo em 2018 em relação a 2017. Nos últimos 12 meses, 348 casos de SRAG relacionada ao vírus foram confirmados, 16% a mais do que em 2017, quando foram 300 casos confirmados. No ano passado, a maioria das infecções foi pelo vírus tipo A não subtipado, com 119 registros, seguido pelo H3N2, com 110 notificações, e o H1N1, com 102 casos. O tipo B atingiu 17 pessoas. 

 

Surtos

Em 2018, segundo dados do balanço epidemiológico, foram registrados três surtos. Eles acontecem quando ao menos três casos de síndrome gripal são registrados e ambientes fechados/restritos em um intervalo de sete dias entre as datas de início de sintomas. As ocorrências aconteceram em residência e asilo em Congonhas, na Região Central de Minas, Maria da Fé e Itajubá, aqui na região.

 

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