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Simões é barrado em reunião com Zema: Estado deve R$ 92 milhões a Pouso Alegre

25/01/2019

Prefeito não foi autorizado a entrar na reunião com o governador que veio ao Sul de Minas tratar de repasses atrasados para os municípios. De acordo com a Prefeitura, dívida do Estado com Pouso Alegre ultrapassa R$ 92 milhões em repasses não feitos desde 2017

 

O prefeito Rafael Simões (PSDB) aponta a dívida do governo de Minas com Pouso Alegre (Foto: reprodução de redes sociais) 

 

Atualizada às 15h46 | 25/01/2019

 

Acossado pelos prefeitos mineiros por conta dos atrasos em repasses de verbas constitucionais, o governador Romeu Zema (Novo) decidiu ir a campo acalmar os ânimos. Nesta quinta-feira (24), desembarcou em Varginha para tratar do problema com prefeitos ligados a consórcios regionais.

 

Zema aproveitou o encontro realizado no período da tarde, no prédio da OAB do município, para anunciar que os repasses atrasados de seu governo, algo em torno de R$ 400 milhões, seriam regularizados em até 10 dias. Mas a cena montada para resfriar o levante de prefeitos contra o governo teve ao menos uma fuga ao script. Não se sabe se por erro do cerimonial ou por decisão deliberada, o prefeito de Pouso Alegre, Rafael Simões (PSDB), foi impedido de acessar o local da reunião.

 

Tanto bastou para que o político fizesse o seu protesto. À imprensa, que aguardava as definições do encontro do lado de fora, ele desabafou: "Nós vamos parar, nós vamos parar. A população precisa entender: 'sem dinheiro, não tem prestação de serviço", projetou o prefeito que administra a maior economia do Sul de Minas e município que teria deixado de receber R$ 92 milhões do governo do Estado desde 2017, segundo informações da Prefeitura.

 

"Eu quero deixar muito claro para o governador que nós estamos aqui para apoiá-lo, mas nós queremos diálogo. Agora, nós não somos credores do Estado, o estado usurpou o dinheiro dos municípios de Minas Gerais (...) Nós não estamos aqui para pedir emenda, para exigir nada que não seja de direito dos municípios", desabafou para as câmeras e microfones da imprensa regional.

 

Esta reportagem apurou que o prefeito foi formalmente convidado para o evento. O convite teria chegado em seu nome, inclusive, e direcionado ao consórcio do qual a cidade participa. E agora? questionou um repórter: "Agora...eu volto para a casa e vou repensar todo o meu apoio ao governo, porque ficou difícil. Não é possível que a gente tenha essas condições de chegar aqui e falar assim: 'não você não está na lista, você não vai entrar'. Eu acho lamentável, fico muito chateado", prosseguiu.

 

>> Veja o vídeo que circula nas redes com parte da entrevista:

 

 

Conflitos com prefeitos

O imbróglio com Rafael Simões pode ter sido um simples mal-entendido, mas reforça a impressão de que o governo Zema inicia seu trabalho com alguma dificuldade em lidar com prefeitos em apuros financeiros e já saturados da difícil relação com o governo Pimentel.

 

No início da semana, uma comissão de prefeitos da Associação dos Municípios Mineiros (AMM) foi a Belo Horizonte cobrar do governador uma solução para o atraso nos repasses. Ao chegarem na Cidade Administrativa para tentarem uma audiência com o Zema, foram impedidos por uma barreira policial.

 

O governador acabou recebendo um pequeno grupo de representantes, mas o episódio gerou protestos e irritação por parte dos prefeitos. "Até o governo passado, com todo o desrespeito que teve conosco nunca nos tratou desta forma. Até onde sei as forças policiais são para fazer cumprir a lei e não para proteger quem está descumprindo", desabafou o presidente da AMM, Julvan Lacerda.

 

Um dia antes, reunidos em assembleia, cerca de 300 prefeitos chegaram a cogitar uma mobilização para pedir o impeachment do governador recém-empossado e intervenção federal em Minas Gerais.

 

Repasses

Se prometeu regularizar os repasses atrasados de seu governo, Romeu Zema ainda não disse como pretende quitar a dívida de cerca de R$ 12 bilhões deixada por Pimentel. Uma comissão com representantes do governo e dos municípios foi formada para acompanhar a questão.

 

Nesse ponto, porém, o governador deve contar com alguma flexibilidade dos prefeitos, que cobram, no mais, um cronograma consistente para quitação da dívida e a normalização dos repasses constitucionais, como ICMS e Fundeb.

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