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Empresa incubada na Unifei desenvolve sistema óptico para monitorar barragens

06/02/2019

Sistema de detecção óptico usa lasers de alta precisão para monitorar barragens (Imagem: reprodução EPTV) 

 

Uma empresa incubada na Universidade Federal de Itajubá (Unifei) pode estar perto de dar uma contribuição fundamental para evitar desastres como os ocorridos em Brumadinho e Mariana. Trata-se de um sistema óptico, acionado por lasers de alta precisão, para monitoramento de barragens e hidrelétricas.

 

A tecnologia é capaz de precisar qualquer movimentação nas barragens, mesmo que seja milimétrica. "É um aparelho que fica posicionado em frente à barragem, fora da estrutura de barramento, um terreno inerte e ele faz a leitura de múltiplos pontos na estrutura, como se fosse um escaneamento desses alvos, então ele informa a posição exata que a barragem está com posição milimétrica", explicou ao G1 Sul de Minas o engenheiro civil Daniel Carlos Ribeiro Trautwein.

 

Com dados altamente precisos acerca de mudanças mínimas, em tese, poderiam ser preditos com maior antecedência eventos de grande porte, como o rompimento da barragem de rejeitos de minério de ferro da Vale, ocorrido em Brumadinho no dia 25 de janeiro.

 

O sistema é garante monitoramento 24 horas por dia. Trautwein afirma que a tecnologia já está em teste em uma mineradora que atua no Brasil. O nome da empresa, no entanto, não foi revelado.

 

Equipamentos mais eficazes são necessários

Carlos Martinez, professor do Instituto de Engenharia Mecânica da Unifei, estima que a aplicação de tecnologias como a que está em desenvolvimento na universidade poderia ter minimizado a tragédia, salvado vidas e reduzido o impacto sobre o meio ambiente.

 

O professor considera que a confiança das empresas de mineração as conduziu para o comodismo. Segundo ele, havia uma infundada certeza de que que a barragem não se romperia. "Prova disso é que o refeitório se localizava abaixo da barragem e aqueles técnicos, engenheiros e administrativos que estavam lá, não tinham a menor preocupação em viver e trabalhar ali embaixo, porque eles sabiam que a estrutura era segura", considera.

 

Com informações do G1 Sul de Minas.

 

 

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