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Município busca ajuda na universidade para prolongar a vida da 'Arvore Grande'

11/02/2019

Copaíba centenária dá nome a bairro e é Patrimônio Histórico de Pouso Alegre. Com ciclo de vida chegando ao fim, árvore depende de cuidados especiais. Curso de extensão em Ciências Biológicas da Univás deve ajudar na tarefa

Em 22 de novembro de 2013, os moradores do Árvore Grande acordaram apreensivos. Um enorme galho da base da copaíba centenária que dá nome ao bairro se partiu. A praça que abriga a árvore precisou ser interditada pelo Corpo de Bombeiros. Naquele momento, ainda não se sabia se aquele teria sido o último suspiro da gigante de 15 metros de altura e 30 metros de copa.

 

Foram longas horas até que os técnicos deram o veredito: a copaíba tinha todas condições de seguir vivendo, mas precisaria passar por uma poda drástica e, a partir dali, necessitaria de cuidados especiais. Desde então, a copaíba é motivo de atenção preocupada dos moradores do bairro.

 

A importância da 'Arvore Grande', no entanto, vai além dos limites de sua região natal. Além de sua indiscutível importância para o meio ambiente, a copaíba está marcada na história de Pouso Alegre. Em 1999, ela foi tombada como Patrimônio Histórico Cultural do município.

 

Proeminente, a árvore que pode estar chegando ao fim do seu ciclo natural de vida, será alvo de esforços acadêmicos para ter seus anos de vida prolongados. A Superintendência Municipal de Cultura foi buscar ajuda na Universidade do Vale do Sapucaí. 

 

Caberá ao projeto de extensão do curso de Ciências Biológicas desenvolver as ações que devem passar, principalmente, pela conscientização dos moradores. “A árvore é muito antiga e sofre os desgastes do tempo. É o ciclo da vida, porém, é preciso dar subsídios para que possamos prolongar um pouco mais sua existência”, avalia um dos professores do curso, Farley Soares.

 

A tarefa será orientada por professores do curso e desenvolvida por alunos. Regina Franco, a superintendente de Cultura, acredita que a ajuda será decisiva, mas que será necessário um esforço conjunto para atingir o objetivo final. “Essa parceria com a FUVS/Univás vai ajudar a manter viva a Árvore Grande. Será um desafio. Estaremos juntos nesta empreitada de preservação”, projeta.

 

A idade da Árvore Grande

A idade exata da copaíba localizada na praça entre as ruas Antônio Pedro da Fonseca e Maria Amélia Carvalho é motivo de polêmica. Sabe-se que ela tem mais de 100 anos. Há, porém, quem lhe dê mais de 150 primaveras. Nem mesmo nos registros de seu tombamento há uma estimativa exata.

 

A melhor referência que se pode ter são as histórias de moradores. Desde sempre, a copaíba foi um ponto de encontro. “Eu me lembro dos piqueniques ao redor da árvore e até hoje guardo uma foto tirada em 1940, com ex-funcionários da prefeitura em volta dela”, lembrou o aposentado João Francisco da Silva, em entrevista dada em 2013. 

 

A bibliografia acerca da Copaíba é vasta. Os estudiosos estimam que ela  pode viver até 400 anos, atingir 40 metros e altura e engrossar seu tronco em até 4 metros de diâmetro. A planta tem grande aproveitamento econômico, com utilização madeireira, ornamental, extração de óleo e até propriedades medicinais.

 

Agora que você sabe mais sobre essa planta gigante, quantos anos você daria para a copaíba 'Árvore Grande'? Quantos anos mais os esforço conjunto de município e universidade darão para a planta histórica?

 

 

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