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Com compra de fábrica, Cimed amplia investimentos em Pouso Alegre para R$ 1 bilhão

18/02/2019

Com aquisição de antiga fábrica da Locomotiva, Cimed pretende dobrar produção e garantir projetos para os próximos anos. Serão gerados 500 novos empregos diretos e indiretos 

(Foto: divulgação)

 

 

As indústrias farmacêuticas do grupo Cimed precisaram de quatro décadas para atingir a cifra de R$ 1 bilhão em faturamento, marca alcançada em 2017. Mas para dobrar esse número precisará de apenas três anos. A projeção é de João Adibe, CEO que, desde 2012, imprimi um ritmo acelerado de expansão ao grupo. Fundado em 1977, o conglomerado ostenta hoje posição consolidada entre as quatro maiores industrias farmacêuticas do país.

 

E se as últimas páginas da história da empresa foram alucinantes, um negócio recém-fechado em Pouso Alegre promete turbinar um pouco mais o rápido avanço. Já em 2018, no horizonte sempre ambicioso da empresa, estavam os planos de triplicar sua capacidade de produção e, enfim, ganhar o mercado internacional, começando pelos EUA.

 

Dar léguas ao plano de expansão envolvia a construção de uma nova planta em Pouso Alegre. A unidade fabril ganharia corpo em um terreno próximo às atuais dependências produtivas do grupo na cidade. O investimento anunciado para a empreitada foi de R$ 140 milhões. A planta de 15 mil metros quadrados seria concluída até 2020 e teria a missão de catapultar a produção de até 180 milhões de comprimidos por mês para 600 milhões.

 

Por tudo isso prática em meio a uma das maiores crises econômicas dos últimos tempos já parece um tanto audacioso. Mas, como muitos já disseram, é nas crises que moram as oportunidades. E uma delas se apresentou para o grupo enquanto o grande plano de expansão estava em marcha.

 

Às margens de um dos maiores corredores logísticos do país, a Fernão Dias, a planta da Locomotiva, fabricante de lona e laminados que acabara de cerrar as portas e dispensar 200 funcionários, estava à venda. Detalhe, a unidade fabril somava 283 mil metros quadrados de área, mais de 18 vezes o tamanho da fábrica prevista no plano inicial de expansão, sendo 22 mil de área construída.

 

Negócio fechado. O grupo Cimed anunciava em 7 de fevereiro deste da semana passada a aquisição da antiga fábrica da Locomotiva. Uma compra de R$ 20 milhões. O novo centro produtivo vai concentrar as operações de expansão. "No final de 2018, surgiu uma oportunidade de adquirir essa outra fábrica, que tem uma área enorme, com 283 mil metros quadrados. Isso mudou a nossa visão. Como ela é localizada na rodovia Fernão Dias, é um ponto estratégico para nós. Agora, a nossa fábrica antiga será focada em produtos de baixo giro. O novo terreno receberá uma unidade com alta capacidade produtiva", narrou à IstoÉ Dinheiro Duadibe.

 

O redimensionamento da planta eleva ainda mais os investimentos da empresa em seu novo núcleo produtivo. Se a antiga nova planta demandaria R$ 140 milhões, o novo projeto deve passar de R$ 1 bilhão. "Vamos começar a produção no final de 2020. Esse será um primeiro passo. Até 2024, quando essa planta estará toda modernizada, o investimento total terá sido de mais de R$ 1 bilhão.

 

Além de servir à produção dos principais medicamentos da empresa, o local deverá sediar um almoxarifado de insumos e materiais de embalagens. Outras adequações necessárias também estão previstas.

 

Projeto inicial de expansão previa construção de fábrica de 15 mil metros quadrados. Cimed acabou adquirindo planta com 18 vezes esse tamanho: 283 mil metros quadrados (Foto: divulgação) 

 

40 anos em 3

Cumprido o cronograma, quando estiver iniciando a produção na nova planta, Duadibe poderá estar cumprindo outra façanha: a de avançar 40 anos em 3, ao menos do ponto de vista do faturamento, cuja projeção do CEO é que atinja R$ 2 bilhões em 2020, dobrando a cifra alcançada em 2017.

 

Por enquanto, as projeções têm se cumprido. Em 2018, com avanço de 28%, a empresa faturou R$ 1,3 bilhão. Para 2019, o montante deve chegar a R$ 1,6 bilhão.

 

Participação no mercado de genéricos, oftalmologia e medicamentos veterinários

Conhecida por marcas como o antigripal Cimegripe e os multivitamínicos Lavitan, a Cimed pretende ampliar sua presença no mercado de genéricos. Trata-se de um movimento para posicionamento de mercado, independe da capacidade produtiva que o grupo conseguirá adicionar nos próximos anos.

 

Adibe é peremptório: "Das 10 principais moléculas dos genéricos hoje, a Cimed só tem 4. Até 2020, independentemente da capacidade de produção que será adicionada, nós participaremos com as 10 principais moléculas do mercado".

 

A diversificação deve agregar ainda outros setores, incluindo o pet: "Vamos entrar em oftalmologia e veterinário, aproveitando a onda do mercado pet. Mas isso é um caso que ainda depende da legislação para podermos vender em farmácias. Enquanto não puder, esse não será o nosso foco. Mas essa expansão será gradual e só acontecerá quando a nova fábrica estiver em funcionamento. Vamos tentar iniciar as operações em dezembro de 2020" conclui.

 

 

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