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Conheça o pouso-alegrense procurado há 10 anos por golpes em todo o país

13/04/2019

Wagner Freitas foi preso em casa na manhã de sexta-feira (12) depois de escapar das autoridades por pelo menos uma década. Ele usava ao menos um nome falso: Roberto Campos (Imagem: reprodução Globo Minas)

 

Três carros de luxo na garagem, residência fixada em um bairro de classe média alta em Montes Claros, o filho mais velho cursando a faculdade de direito. Aos 44 anos, Roberto Campos tinha a família perfeita. Ele, a mulher e os três filhos poderiam figurar em um daqueles comerciais de margarina, com mesa de café da manhã farta, muitos sorrisos e felicidade incontida.

 

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Poderiam se, ao menos, seu nome fosse Roberto Campos e se todo o estilo de vida calcado na ostentação não fosse sustentado por golpes, muitos golpes aplicados ao redor do Brasil. No lugar de um pai de família respeitável, tinha-se uma espécie de versão sul-mineira de Frank Abagnale Jr. (Leonardo di Caprio - Prenda-me se For Capaz/2002), caçado há mais de uma década pelas autoridades.

 

Roberto Campos era, na verdade, um personagem criado por Wagner Freitas, um pouso-alegrense sob a mira da polícia. Desde 2009. Já foram emitidos contra ele seis mandados de prisão por golpes diversos no seu ramo de especialização: o estelionato.

 

E ele talvez continuasse foragido da justiça não fosse pelo desacerto de seu último negócio: a venda de um caminhão que ele não entregou. A vítima do golpe procurou a polícia, alegando que teria sido passada para trás por um suposto Roberto Campos.

 

"[O homem] que teria sido vítima de um golpe, de um estelionato, [nos procurou] apresentando como autor deste golpe uma pessoa por nome Roberto. Mas, após investigações, a terceira delegacia descobriu que na verdade este Roberto se tratava do Wagner Freitas", conta o delegado que conduz as investigações em Montes Claros, Herivelton Ruas Santana. 

 

Wagner vivia co a família em um bairro de classe média alta, em Montes Claros, há pelo menos 1 ano. Polícia acredita que ele operava os golpes de dentro de casa (Imagem: reprodução Globo Minas)

 

Wagner Freitas ainda tentou passar um cheque sem fundo para a vítima da venda fajuta do caminhão. Assinou em nome de Roberto Campos, claro. Mas sua identidade falsa não impediu que a polícia chegasse até ele. As autoridades o prenderam na manhã de sexta-feira (12), em sua residência, aquela do bairro de classe média alta.

 

No local, as autoridades ficaram em dúvida se estavam em uma casa de família ou num centro de comando. Ao menos sete notebooks, vários computadores de mesa, celulares, alguns deles dentro das embalagens, impressoras, muitos tokens bancários (dispositivo que gera senhas de acesso a contas) e até uma máquina de contar dinheiro.

 

"[Não é normal] o volume de aparelhos celulares existentes na residência, que [ele] alega que eles vendiam aparelhos celulares; não é normal a quantidade de computadores, impressoras, máquinas de contar dinheiro. Então, com certeza, essa investigação pode acabar descobrindo uma grande rede de [golpes de um] estelionatário que estaria atuando aqui na nossa região", projeta o delegado.

 

Golpe milionário no Sul de Minas

Como explicou o delegado, as investigações podem levar a polícia a solucionar muitos casos de golpes. Um deles teria sido aplicado em Bom Despacho, no Sul de Minas. O prejuízo da vítima do engodo foi milionário: R$ 3 milhões. As autoridades não dão mais detalhes sobre o caso, mas o delegado Erivelton afirma que deve haver um esforço conjunto das polícias das duas regiões para elucidá-lo.

 

Diz o delegado: ""Essas informações são preliminares, de que ele teria aplicado esse golpe lá no Sul de Minas, nesse valor de R$ 3 milhões, mas a gente vai evoluir nas investigações, vai trocar informações com a polícia do Sul de Minas para averiguar se realmente esse fato ocorreu", atesta.

 

A família do estelionatário

Nem a esposa, nem o filho de 21 anos foram presos durante a operação da Polícia Civil. Não havia nenhuma mandado aberto contra eles. A situação, porém, pode mudar com o avanço das investigações. Os carros de luxo, por exemplo, estavam no nome do filho.

 

Os primeiros depoimentos de Wagner começaram a ser tomados ainda na sexta-feira (12). Se a polícia ainda não tem ideia do alcance das atividades de Wagner e de possíveis conexões, está certa de que se está diante de um formidável estelionatário, capaz de aplicar golpes em diversas regiões do país e se safar por pelo menos uma década.

 

 

 

 

 

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