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O dia que o Centro de Pouso Alegre virou uma praça de guerra

21/05/2019

20 de maio de 2019. Puco antes das duas da manhã de segunda-feira, rajadas e explosões cortam o silêncio da noite no Centro de Pouso Alegre. A série de estouros lembra uma queima de fogos pela constância, mas um som oco, seco que resta no ar força uma associação improvável: 'Tiro. tiro?". Confusos, alguns moradores começam a sair nas sacadas dos apartamentos e sobrados que povoam a região central da cidade. Cada um deles ofereceria um ângulo diferente da praça de guerra que a região entre o início da Avenida Dr. Lisboa e a Praça Senador Eduardo Amaral se tornariam.

 

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Das lentes de seus smartphones, os pouso-alegrenses documentaram os cerca de 40 minutos de tiroteio e explosões que se seguiram: entre 15 e 20 criminosos, em pelo menos seis veículos, portando fuzil e outros armamentos pesados, sitiaram o trecho que contorna a agência da Caixa Econômica que fica na Praça Senador Eduardo Amaral.

 

A partir da agência, os bandidos fizeram bloqueios que se estenderam até os primeiros quarteirões da Dr. Lisboa, de um lado, e até a Perimetral, de outro. Na rotatória da via, a cerca de 100 metros da agência bancária, os bandidos formaram um escudo extra: ali enfileiraram cerca de 20 reféns para servir de proteção contra o avanço da polícia. 

 

A maioria deles estava em um ônibus que passavam pelo local logo no início da ação. Mas pessoas que seguiam em carros também foram obrigadas a integrar o escudo humano. Sob a mira das armas dos bandidos, os reféns eram obrigados a tirar a camisa e se ajoelhar no canteiro da rotatória.

 

Daí em diante, foram entre 30 e 40 minutos de troca de tiros. Ao contrário do que costuma acontecer nesse tipo de ação, o alvo dos bandidos na agência não eram os caixas eletrônicos, mas o cofre onde ficam guardadas joias e penhores. A polícia informou que o cofre foi danificado, mas não revelou o que teria sido levado.

 

Fuga

Acuada, a polícia pediu ajuda a forças de segurança da região. O cerco feito pelos bandidos no perímetro da agência, o armamento pesado e os reféns impediram qualquer aproximação policial. Depois de cerca de 40 minutos, o bando deixou a agência em seis veículos. Seguiram pelo início da Dr. Lisboa, pegaram vias adjacentes, subiram pela Silviano Brandão e depois pegaram a contramão em mais uma via adjacente, sentido São João, até ganharem a MG-290.

 

Dali, a quadrilha seguiu sentido Jacutinga e conseguiu acessar o estado de São Paulo. A polícia conseguiu seguir o bando, mas perdeu contato na altura das cidades de Itapira e Espírito Santo do Pinhal. 

 

Pouco tempo depois, dois dos veículos utilizados pelo bando foram encontrados na cidade de Santo Antônio do Jardim (SP). Com todas as forças de segurança da divisa de Minas e São Paulo mobilizadas, não demorou para que os primeiros suspeitos fossem localizados.

 

A Guarda Civil Municipal de Mogi Guaçu localizou três deles em uma chácara, na zona rural da cidade. em poder do trio estavam três veículos: um Renault Duster, uma Toyota Hilux, com um rádio comunicador instalado, e um veículo menor.

 

Os três suspeitos foram detidos e apresentados à Central de Polícia Judiciária. As polícias Militar e Civil de Minas trabalham com as autoridades paulistas para elucidar a participação do trio no ataque. Enquanto isso, o esforço para localizar o restante do bando permanece em toda a região.

 

Bope inutiliza explosivo que bando deixou para trás

Quando deixaram a agência, os bandidos abandonaram uma mochila com artefatos explosivos. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi chamado para fazer seu desmonte. O material, utilizado por mineradoras, é controlado pelo Exército. O material foi inutilizado pelos policiais durante a tarde.

 

De acordo com a Caixa, a agência atacada não tem data para voltar a funcionar. Enquanto isso, os clientes do banco devem procurar as agência do bairro Foch e Fernão Dias.

 

Como a Caixa é um órgão da União, a Polícia Federal também atua nas investigações.

 

 

 

 

 

 

 

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