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Jardim Brasil 2: engenheiro responsável por obra pediu demissão no dia do desmoronamento

22/08/2019

Parte de casa desmoronou e outras 10 foram interditadas na terça-feira, 20. Obras de condomínio próxima às casas é apontada como causa do incidente - Foto: reprodução EPTV 

 

O engenheiro responsável pelas obras do condomínio que pode ter provocado o desmoronamento que levou à interdição de 11 casas no Jardim Brasil 2 teria pedido demissão no dia do incidente, na terça-feira, 20. 

 

O R24 apurou que a informação foi dada pela própria construtora ao responder questionamentos da fiscalização da Secretaria de Obras da Prefeitura. O documento de demissão apresentado pela construtora data de 20 de agosto.

 

Não dá para precisar de a demissão ocorreu antes ou depois do desmoronamento, mas, conforme relatado pelos próprios moradores, horas antes do incidente havia a expetativa de que algo pudesse ocorrer, tanto assim, que o Corpo de Bombeiros foi chamado antes mesmo do desmoronamento e estavam lá quando ele ocorreu.

 

Na manhã desta quinta-feira (22), o órgão de fiscalização da Secretaria de Obras embargou a construção do condomínio por uma série de irregularidades, dentre elas a ausência de um engenheiro responsável no local.

 

A 'Construtora PA' tem evitado se posicionar junto à imprensa. Em seu único posicionamento público, no dia do desmoronamento, se limitou a dizer por telefone à emissora EPTV que "que a obra não está irregular e que a construtora tem um laudo técnico judicial atestando que a obra segue as normas exigidas".

 

Obras embargadas
Quando afirmou na terça-feira desta semana que a obra operava em conformidade legal, a construtora não mentiu. As irregularidades que levaram a Prefeitura a embargar a construção foram apontadas apenas na manhã desta quinta-feira. Em vistorias anteriores não haviam sido encontradas irregularidades.

 

A vistoria que levou ao embargo da obra apontou "dentre outras irregularidades, a ausência de um engenheiro responsável pelo andamento das obras e descumprimento de normas de segurança", informou na tarde hoje a Prefeitura. Ainda segundo a nota enviada à imprensa, "até que as medidas de segurança e outras falhas apontadas sejam regularizadas, o andamento da obra ficará suspenso".

 

A advogada da construtora, Mariana Gianini Camilo, afirma que em nenhum momento a obra esteve sem o acompanhamento do engenheiro responsável. "Na data de hoje, nós protocolamos uma informação na Prefeitura em que a gente fornece a documentação de que a obra estava com um responsável técnico", afirmou.

 

De acordo com a Prefeitura, a obra do condomínio passou por vistorias periódicas, a exemplo das demais construções em andamento no município. Mas a incursão desta quinta-feira, de fato, foi provocada pelas suspeitas levantadas pelos moradores de que a obra poderia ter causado o abalo estrutural que provocou o desmoronamento.

 

Apesar disso, nenhuma das irregularidades apontadas pela vistoria estabelece qualquer relação direta entre a obra do condomínio e o desmoronamento. Mesmo assim, o gerente de fiscalização de Obras do município, Aliander da Silva Costa, afirma que as obras do condomínio apenas serão liberadas após a apresentação de "um laudo do que vai ser feito, da maneira mais rápido possível para conter as casas que estão em risco (...) para sanar o risco da obra", disse.

 

 

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