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Pouso-alegrense recebe semente de maconha pelo correio e leva polícia a quadrilha

12/09/2019

Pouso-alegrense recebeu sementes de maconha via Correios por engano e procurou a polícia - Imagem: Ilustração

 

 

Uma moradora de Pouso Alegre que recebeu sementes de maconha por engano levou as autoridades a uma quadrilha especializada na importação e revenda do insumo para todo o Brasil a partir da capital paulista. A pouso-alegrense registrou um boletim de ocorrência quando recebeu o pacote, via correios, desencadeando a investigação pela Polícia Civil de Minas Gerais. 

 

O grupo foi denunciado pelo Ministério Público Federal. Segundo o MPF, os itens eram trazidos do Chile e comercializados por meio de uma página na internet e em redes sociais. Os envolvidos mantinham o esquema desde janeiro de 2017 e continuaram as vendas mesmo após a deflagração da Operação Seeds Bank, em março de 2018, que desbaratou as atividades ilegais e levou alguns dos integrantes à prisão.

O líder do grupo seria um chileno que, de Santiago, fornecia as sementes e coordenava o funcionamento do site de vendas. O material era transportado para São Paulo em viagens de ônibus e entregue a duas pessoas responsáveis pelo armazenamento, o gerenciamento do estoque e a distribuição nacional.

 

Cada “pack” de sementes de maconha, que continha em média três unidades, era vendido por cerca de R$ 40. O grupo comercializava também equipamentos e outros insumos necessários ao cultivo da planta. Anunciados pela internet, em panfletos e revistas, os produtos eram remetidos aos compradores pelos Correios ou por meio de entregas diretas.

A denúncia atribui aos acusados os crimes de tráfico internacional de entorpecentes e associação para o tráfico. Entre as provas dos delitos, estão: o conteúdo de conversas telefônicas interceptadas sob autorização judicial e extratos bancários que demonstram as movimentações financeiras dos envolvidos.

 

Itens encontrados com os integrantes do grupo no dia da deflagração da Operação Seeds Bank também revelaram a natureza do esquema. Na ocasião, além de grande quantidade de sementes, as autoridades apreenderam mudas de maconha, produtos para o cultivo, registros do fluxo de caixa e dinheiro nacional e estrangeiro em espécie.

“A associação caracterizou-se pela formação de uma estrutura empresarial, longeva e estável, em que os associados dividiam tarefas, com o fim de obter lucro mediante a importação, a comercialização e a distribuição de entorpecentes”, afirmou o procurador da República Luís Eduardo Marrocos de Araújo, autor da denúncia.

As investigações tiveram início na Polícia Civil de Minas Gerais, após uma moradora de um município na região de Pouso Alegre (MG) registrar um boletim de ocorrência relatando o recebimento por engano de uma encomenda dos Correios com sementes de maconha. O caso foi remetido a São Paulo devido à constatação de que a capital paulista era a base de operação do grupo.


Com informações da Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República no Estado de S. Paulo

 

 

 

 

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