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Veja: grande volume de chuva e lixo provocam alagamento impressionante na Comendador

14/12/2019

Chuva desta sexta foi equivalente ao acumulado em 12 dias de dezembro. Instantes após o temporal, garis realizavam a limpeza, retirando lixo que bloqueava bocas de lobo. Temporal ocorreu próximo ao horário de coleta de lixo na região central o que agravou o problema

 

 

 

O volume de chuva e a presença de lixo entupindo os bueiros seriam alguns dos fatores determinantes para o alagamento impressionante visto na noite desta sexta-feira, 13, na Rua Comendador José Garcia e no Jardim Noronha, em Pouso Alegre.

 

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Alem dessas, diversas regiões da cidade registraram pontos de alagamento, mas foi de uma das principais vias do Centro que vieram as imagens mais impressionantes da noite. Pessoas ilhadas no ponto de ônibus, veículos arrastados pela correnteza, ou praticamente submersos, e comércios a ponto de serem invadidos pela enxurrada.

 

As cenas foram registradas por internautas que estavam no local. Alguns deles trabalhadores de estabelecimentos locais à espera de uma trégua para o retorno para a casa. 

 

Chuva de poucos minutos equivaleu ao acumulado em 12 dias do mês de dezembro

O Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) aponta que nas últimas 24 horas o volume de chuvas captados em uma de suas estações na cidade alcançou 51,6 milímetros. Para se ter uma ideia, a chuva da noite desta sexta equivale a tudo o que havia chovido nos primeiros 12 dias de dezembro, mês que passa a acumular 104 mm de precipitação pluviométrica.

 

Lixo contribuiu para o alagamento

Ainda na noite desta sexta, os garis da Prefeitura trabalhavam na remoção de lixo que bloqueava bocas de lobo em regiões afetadas pelo alagamento. Nos vídeos que circulam pelas redes é possível visualizar lixo boiando em meio ao rio que tomou corpo na Rua Comendados José Garcia, por exemplo.

 

Vale lembrar que a chuva caiu próximo ao horário de coleta de lixo na região central da cidade, quando os comerciantes e moradores colocam o lixo para fora a fim de ser recolhido.

 

A Defesa Civil de Pouso Alegre orienta moradores a recolherem seus lixos ou não colocarem para fora caso percebam a possibilidade de chuva. 

 

De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura, operações de desobstrução e limpeza de bueiros foram realizadas na região central, mas a coincidência da chuva com o horário de coleta, de fato, confluiu para o alagamento. A ideia é intensificar a orientação a moradores e comerciantes quanto a não colocarem o lixo caso percebam a possibilidade de chuvas.

 

Obras de ampliação de galerias na bacia do Primavera

Os alagamentos na região central são rotina para os comerciantes, mas não deveria ser assim. Em 2015, ainda na gestão Perugini, foi realizada uma obra de ampliação e alargamento de galerias pluviais da bacia do Primavera, que recebe a água que se acumula durante as chuvas na região.

 

No entanto, a obra de pouco mais de R$ 10 milhões não surtiu o efeito esperado. Semanas após seu término, a região voltou a registrar alagamentos. As obras foram alvo de uma Comissão Parlamentar na Câmara de Vereadores, que concluiu que a obra era ineficaz e tanto seus executores quanto a Prefeitura sabiam disso durante sua execução. A gestão Simões propôs em agosto do ano passado uma ação judicial por conta de supostos prejuízos causados pela obras.

 

Gestão Simões assinou operação de crédito para novas obras

Enquanto tenta reaver os recursos gastos nas obras supostamente ineficazes da gestão Perugini, em março deste ano, o prefeito Rafael Simões assinou contrato junto à Caixa Econômica Federal (CEF) para liberação de recursos destinados a novas obras na galeria da bacia do Primavera.

 

O valor do investimento é de R$ 14,9 milhões, sendo cerca de R$ 900 em contrapartida do município e o restante de uma linha de crédito para projetos de mobilidade do Ministério das Cidades. As obras estão na fase de elaboração de seu projeto executivo, que têm como referência estudos feitos pela Universidade Federal de Itajubá (Unifei).

 

A ideia é conduzir as águas por duas novas galeiras, que juntas somam cerca de 5 mil metros de extensão ao longo da bacia, utilizando a gravidade do declive da região.

 

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